A Secretaria do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sasc) em parceria com diversos órgãos no estado, promove, no dia 28 de janeiro, diversas ações em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A programação inclui atividades educativas, mobilizações em espaços públicos e articulação com os meios de comunicação para intensificar a atuação conjunta contra o trabalho escravo e em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Uma reunião preparatória articulou ações integradas para mobilizar a sociedade piauiense contra o trabalho escravo contemporâneo. O encontro reuniu representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI), Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), Coordenadoria da Juventude do Piauí (Cojuv) e da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae).

Segundo o procurador do trabalho Edno Moura, a data é um marco simbólico e estratégico para ampliar o debate junto à sociedade. “O dia 28 é um dia de reflexão sobre o trabalho escravo no Brasil, mas também de conscientização da população sobre a existência dessa mazela que, infelizmente, ainda persiste. O Piauí enfrenta esse problema tanto pela ocorrência do trabalho escravo em seu território quanto pela saída de trabalhadores para outros estados”, destacou.
O procurador ressaltou ainda que os dados de resgates recentes reforçam a urgência do enfrentamento. “Esses números mostram que o estado ainda tem um grande desafio para erradicar o trabalho escravo. Por isso, estamos mobilizando a sociedade, o poder público e as entidades para atuar de forma conjunta, com ações como panfletagem, articulação com a mídia e atividades educativas”, afirmou.
A superintendente da Igualdade Racial e Povos Originários da Sasc, Assunção Aguiar, enfatizou a importância do diálogo com a população. “O objetivo é pensar uma atividade para trazer o diálogo e reflexão para a sociedade. Ainda temos trabalho escravo em vários lugares do país, inclusive aqui no Piauí, e estamos trabalhando para acabar com isso”, pontuou.
