Notícias

Equoterapia amplia inclusão e reabilitação no Piauí com atendimento gratuito; saiba como ter acesso

Nos próximos dias, uma nova unidade passará a funcionar em Floriano, ampliando o acesso ao serviço que ajuda a romper limitações e transforma vidas

O trabalho de equoterapia desenvolvido no Piauí, em parceria entre a Polícia Militar e a Secretaria para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid), tem se consolidado como uma política pública relevante para a reabilitação e inclusão social de pessoas com deficiência e necessidades especiais. Nos próximos dias, uma nova unidade passará a funcionar em Floriano, ampliando o acesso ao serviço que ajuda a romper limitações e transformar vidas.

A equoterapia é destinada a pessoas com deficiência ou necessidades especiais a partir dos três anos de idade, contemplando crianças, adolescentes e adultos. Entre as principais condições atendidas estão o Transtorno do Espectro Autista, TDAH, Transtorno Opositivo Desafiador, dislexia, discalculia, síndrome de Down, paralisia cerebral, além de casos de traumatismo cranioencefálico, ansiedade e depressão.

O Centro Estadual de Equoterapia executa três programas basilares: reabilitação, educação ou reeducação e socialização. Além das sessões terapêuticas, os praticantes participam de atividades externas, como provas equestres adaptadas, desfiles cívico-militares, competições internas e ações em eventos institucionais.

A iniciativa atua no desenvolvimento biopsicossocial dos praticantes, utilizando o cavalo como instrumento terapêutico. Em 2025 foram mais de 2.900 atendimentos, todos de graça.

 “Os cavalos utilizados no programa são selecionados exclusivamente para a equoterapia, com características específicas de docilidade, estatura adequada e adaptação a estímulos sonoros, garantindo segurança e eficácia no tratamento oferecido à população piauiense”, explica a chefe do Centro Estadual de Equoterapia da Polícia Militar do Piauí, major Scheyla Chaves. 

Como ter acesso

Para ingressar no programa, o responsável precisa: 

1 – preencher uma ficha cadastral disponibilizada pelo Centro: 

2 – anexar documentos pessoais e laudos médicos; 

3 – ficha de avaliação médica, com indicação médica das necessidades e os objetivos do tratamento; 

Após essa etapa, o candidato passa por triagem e avaliação de uma equipe interdisciplinar formada por fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, educador físico e fonoaudiólogo. Não havendo contraindicação, o praticante é incluído no programa e inicia um período de adaptação com plano de atendimento individualizado.

Núcleo de Equoterapia de Floriano

Atualmente, o serviço funciona em dois núcleos, localizados em Teresina e Parnaíba. Ainda neste mês de fevereiro, será inaugurado o Núcleo de Equoterapia de Floriano, ampliando a cobertura para o sul do estado e, inicialmente, atendendo cerca de 30 famílias da região.

O secretário para Inclusão da Pessoa com Deficiência, Mauro Eduardo, destacou a importância da expansão do serviço. “A equoterapia tem melhorado a qualidade de vida das pessoas com deficiência, especialmente na socialização e no convívio escolar e social.  A determinação do governador é ampliar essas políticas públicas em todo o Piauí”, afirmou Eduardo. 

Compartilhar:

Mais notícias