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Sesapi reforça orientações para vacinação neonatal contra tuberculose, hepatite B e bronquiolite nas maternidades do Piauí

Todas as vacinas e imunobiológicos administrados devem ser registrados de forma oportuna no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações

A Secretaria da Saúde do Piauí (Sesapi) reforça as orientações do Ministério da Saúde para a organização e a administração de vacinas e imunobiológicos no período neonatal em maternidades do estado, com ou sem sala de vacina estruturada. As diretrizes constam em nota técnica conjunta e tratam da aplicação da BCG, que previne contra as formas graves da tuberculose (meníngea e miliar), da vacina contra a hepatite B e do anticorpo monoclonal nirsevimabe, que protege bebês e crianças pequenas contra infecções graves pelo vírus causador da bronquiolite e pneumonia, além de definir responsabilidades técnicas, fluxos operacionais, procedimentos de registro e a vigilância de eventos adversos, em conformidade com as normas sanitárias vigentes e as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

De acordo com o documento, a vacinação no período neonatal deve ocorrer, preferencialmente, ainda durante a internação do recém-nascido na maternidade, como estratégia para assegurar proteção oportuna e integral. A Sesapi destaca que a adequada organização da vacinação nas maternidades no Piauí é fundamental para garantir a segurança do recém-nascido, a oportunidade vacinal ao nascer e o cumprimento da legislação sanitária.

Foto: Márcio Sales/Sesapi

Nas unidades que dispõem de sala de vacina, os imunobiológicos devem ser armazenados em câmaras científicas exclusivas, com monitoramento contínuo da temperatura. O preparo pode ser realizado na própria sala ou em área previamente definida, respeitando as boas práticas, e a administração pode ocorrer tanto na sala de vacinação quanto à beira do leito, especialmente no período neonatal. Já nas maternidades que não possuem sala de vacina, o armazenamento deve ser centralizado, preferencialmente em farmácias hospitalares, centrais de abastecimento ou na rede de frio municipal ou estadual pactuada, com transporte em caixas térmicas validadas e controle rigoroso da temperatura.

Outro ponto destacado na nota técnica é o registro das doses aplicadas. Todas as vacinas e imunobiológicos administrados devem ser registrados de forma oportuna no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) ou em sistema local integrado à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), além do prontuário do recém-nascido e da caderneta da criança, garantindo a qualidade e a confiabilidade das informações em saúde.

Veja aqui a Nota Técnica na íntegra

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