A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) realiza, até o dia 27 de fevereiro, o curso de extensão “Geotecnologias e Agricultura 4.0 – Do mapa à tomada de decisão”, no laboratório de informática do Centro de Ciências Agrárias, no Campus Poeta Torquato Neto, em Teresina. A formação reúne 28 participantes e é ministrada pela professora doutora Melissa Oda Souza, do curso de Agronomia.
A iniciativa integra o projeto “Fruticultura de Precisão: Inovação no manejo da cajucultura com integração de solo, fitossanidade e drones”, financiado com recursos do programa UespiTech, e tem como foco a aplicação prática de tecnologias digitais no campo.

O conteúdo programático está dividido em quatro eixos: geoprocessamento e uso do software QGIS, sensoriamento remoto e drones, elaboração de mapas de manejo e ferramentas de apoio à decisão. Participam da capacitação técnicos da Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada), da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), bolsistas da Fazenda da Paz e estudantes dos cursos de Agronomia e Zootecnia da Uespi.
De acordo com a professora Melissa Oda, o objetivo é capacitar os profissionais para o uso de tecnologias que vão desde máquinas agrícolas convencionais até drones e imagens de satélite, possibilitando decisões mais assertivas com base em dados. “Todo o curso é fundamentado na análise de mapas e no uso de ferramentas tecnológicas aplicadas à realidade do campo”, destacou.

No projeto em execução, a equipe monitora um pomar de caju na Fazenda da Paz. O engenheiro agrônomo e monitor da formação, Silvestre Paulino da Silva, explica que a fruticultura de precisão pressupõe o acompanhamento em tempo real das áreas produtivas. “Realizamos a coleta e análise de solo e, a partir dos resultados, aplicamos os insumos de acordo com a necessidade específica de cada área. Utilizamos drones e programas de mapeamento para orientar essas decisões. Isso é agricultura de precisão”, afirmou.
Segundo ele, a aplicação adequada de adubos e insumos, na quantidade e no momento corretos, gera economia e aumenta a eficiência produtiva. “Evita-se tanto o excesso quanto a insuficiência de insumos, garantindo que a planta receba exatamente o que necessita”, completou Silvestre Paulino.
Entre os participantes está o técnico em agropecuária e especialista em produção de grandes culturas, Josimar Pereira do Nascimento. Para ele, a atualização profissional é essencial diante do avanço tecnológico no setor. “O curso oferece ferramentas que ampliam oportunidades e permitem multiplicar conhecimentos”, avaliou.

Os monitores Hugo Martins e Fabiano dos Santos, ex-alunos da formação, ressaltam que o curso contribui para maior controle da produção, aumento da precisão nos resultados e redução de custos, especialmente pelo uso de sistemas gratuitos de geoprocessamento. Segundo eles, a capacitação fortalece a adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis nas lavouras.