Notícias

Piauí mantém investimentos em saúde e educação acima do mínimo constitucional e dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal

Durante a prestação de contas do 3º quadrimestre de 2025, o secretário da Fazenda, Emílio Júnior, destacou Estado cumpriu todas as metas fiscais

O Governo do Piauí, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), apresentou, nesta quarta-feira (11), em audiência pública na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), o relatório da Gestão Fiscal referente ao 3º quadrimestre de 2025, que marca o fechamento fiscal do ano. Os dados mostram que o Estado manteve investimentos em saúde e educação acima dos mínimos constitucionais e permaneceu dentro dos limites legais de gastos com pessoal e endividamento previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.

O secretário da Fazenda, Emílio Júnior, destacou que a apresentação teve como objetivo dar transparência aos dados fiscais do Piauí e mostrar à sociedade como se comportaram as contas públicas ao longo de 2025.

“Apresentamos os dados fiscais referentes ao fechamento do ano de 2025, demonstrando como se comportaram as receitas e despesas ao longo do período. Mostramos em quais áreas o governo investiu mais, além do cumprimento das metas fiscais. Também detalhamos as aplicações obrigatórias em educação e saúde, os gastos com pessoal de todos os poderes e do Estado de forma geral, além das perspectivas para 2026”, afirmou o gestor.

Foto: Ascom Sefaz

Investimentos em saúde e educação

Na área da saúde, o Estado aplicou R$ 2,39 bilhões em 2025, contra cerca de R$ 2 bilhões em 2024. O percentual aplicado passou de 13,76% para 14,59% da receita, acima do mínimo constitucional de 12%.

Na educação, os investimentos também superaram o piso obrigatório. Os recursos aplicados passaram de R$ 3,81 bilhões em 2024 para R$ 4,12 bilhões em 2025. O percentual aplicado foi de 25,38% em 2024 e 25,24% em 2025, acima do mínimo constitucional de 25%.

Outro destaque foi o aumento nos recursos destinados à remuneração dos profissionais da educação, que passaram de R$ 1,53 bilhão para R$ 1,78 bilhão, reforçando a política de valorização dos servidores da área.

Receitas e despesas

O relatório também aponta crescimento nas receitas do Estado. As receitas correntes passaram de R$ 17,9 bilhões em 2024 para R$ 19,5 bilhões em 2025, um aumento de 8,83% no período analisado.

A Receita Corrente Líquida (RCL) também apresentou crescimento, saindo de R$ 17,18 bilhões para R$ 18,73 bilhões, variação positiva de 9,03%.

Foto: Ascom Sefaz

O cálculo da RCL considera deduções previstas na legislação fiscal, incluindo transferências obrigatórias da União relacionadas às emendas parlamentares individuais e de bancada, que possuem destinação específica e, por isso, são excluídas de alguns indicadores fiscais utilizados para avaliação da capacidade de endividamento e dos limites de despesas do Estado.

Já as despesas correntes passaram de R$ 16,29 bilhões em 2024 para R$ 18,19 bilhões em 2025. Nos repasses constitucionais aos demais poderes (Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Ministério Público e Tribunal de Contas) houve aumento em relação ao mesmo período do ano anterior. Somados, os repasses passaram de R$ 1,71 bilhão em 2024 para R$ 2,14 bilhões em 2025, crescimento de cerca de 24%.

Resultado fiscal e previdência

O resultado primário do Estado, que considera receitas e despesas antes do pagamento de juros da dívida e exclui os recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), ficou em –R$ 1,25 bilhão em 2025, dentro da meta estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Foto: Ascom Sefaz

No resultado previdenciário, o regime dos servidores civis registrou superávit de R$ 35,2 milhões, com receitas de R$ 2,83 bilhões e despesas de R$ 2,79 bilhões.

Despesa com pessoal

O relatório também aponta que o Piauí permaneceu dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal para gastos com pessoal. No fechamento de 2025, os percentuais registrados foram:

* Executivo: 37,38% (limite de 49%)
* Legislativo: 4,01% (limite de 6%)
* Judiciário: 2,28% (limite de 3%)
* Ministério Público: 1,31% (limite de 2%)

No consolidado do Estado, o índice ficou em 46,12% da Receita Corrente Líquida, abaixo do limite máximo de 60% estabelecido pela legislação.

Dívida do Estado

A dívida consolidada líquida passou de R$ 10,75 bilhões em 2024 para R$ 13,35 bilhões em 2025, aumento de 24,16%. Mesmo com a elevação, o indicador permanece dentro dos limites legais de endividamento previstos na legislação fiscal.

Compartilhar:

Mais notícias