O programa Piauí Saúde Digital expandiu a telemedicina para comunidades terapêuticas e unidades prisionais, garantindo acesso à saúde aos acolhidos e pessoas privadas de liberdade. Atualmente, 34 comunidades terapêuticas e 12 unidades prisionais estão sendo beneficiadas com a iniciativa.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), apenas nas comunidades terapêuticas, cerca de 750 pessoas são contempladas diretamente pelo programa nos municípios de Teresina, Timon, Campo Maior, Água Branca, Luís Correia, Parnaíba, Piripiri, São João do Piauí, São Raimundo Nonato, Bom Jesus, Floriano, Uruçuí, Itainópolis e São João da Varjota. E as especialidades mais procuradas são psiquiatria e psicologia, seguidas por dermatologia e ortopedia.

“Hoje conseguimos, por meio de parceira entre a Sesapi e a Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas e Fomento ao Lazer (Cendfol), fazer com que toda a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) seja beneficiada pelo Saúde Digital. Com isso, as pessoas em acolhimento tem acesso às consultas ambulatoriais e a médicos especialistas, como também facilita o encaminhamento desses acolhidos em situação de abstinência do álcool e da droga para as internações hospitalares com mais agilidade e com menor transtorno”, afirma a secretária da Cendfol, Simone Pereira.

A gestora ainda ressalta que a atuação do programa tem contribuído também para reduzir a evasão dos acolhidos nas comunidades. “Especialmente, no momento da abstinência do álcool e da droga, como o Saúde Digital atende 24 horas dentro da comunidade, ele dá suporte para manter esse acolhido no momento da crise”.
Um dos locais beneficiados pelo programa é a Comunidade terapêutica Manancial da Vida que atua no acolhimento e no tratamento de 120 pessoas em situação de vulnerabilidade por conta da dependência química. A instituição conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da Cendfol, para oferecer um processo terapêutico baseado na ressocialização, na capacitação e no fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. “Nossa instituição tem a parceria com o Saúde Digital há cinco meses. É um projeto que favorece muito, tanto para a instituição quanto para os acolhidos. O atendimento é rápido, geralmente, leva em torno de 20 minutos, e favorece que o acolhido receba o primeiro atendimento dentro da própria instituição”, explica o coordenador da comunidade, Ranniery Nascimento.
Saúde Digital nas unidades prisionais
Nas unidades prisionais, o Saúde Digital alcança cerca de 3.500 pessoas privadas de liberdade em Esperantina, Campo Maior, Parnaíba, Buriti dos Lopes, Bom Jesus, Altos, Picos e Oeiras. Nestes locais, as especialidades médicas mais procuradas são psiquiatria e ortopedia, seguidas por neurologia, urologia e dermatologia.
“Existe um termo de cooperação firmado entre a Sesapi e a Secretaria da Justiça (Sejus) para expandir o programa para todas as unidades prisionais do Estado. As ações vêm sendo conduzidas conforme a orientação e a disponibilidade da estrutura física e de recursos humanos, da Sejus, o que tem possibilitado o avanço do programa. Atualmente, já estamos presentes em 12 unidades prisionais, restando a implantação em mais 5 unidades”, destacou Gabriel Mauriz, diretor da Unidade Digital da Sesapi.

Programa Piauí Saúde Digital
O Piauí Saúde Digital utiliza a tecnologia para ampliar o alcance dos serviços de saúde, permitindo que os piauienses tenham acesso a consultas, diagnósticos e até prescrições médicas de forma remota, sem a necessidade de se deslocarem para hospitais. Atualmente, o programa pode ser acessado pelo celular ou computador e também possui salas localizadas em locais estratégicos como escolas da rede pública estadual, comunidades terapêuticas e unidades prisionais.
O programa oferece atendimento em clínica médica e outras especialidades, como ginecologia, dermatologia, neurologia, psiquiatria, cardiologia, endocrinologia, pediatria e ortopedista, além de psicologia e nutrição.
