O Piauí deu um passo importante para fortalecer a citricultura, ampliando o acesso a novos mercados com a possibilidade de comercialização de citros com outros estados. A medida foi viabilizada pela implantação do Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o cancro cítrico, exigência fitossanitária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Até agora, 76 toneladas de limão-taiti produzidas no estado foram vendidas para o Ceará e a Bahia, consolidando na prática essa abertura de mercado.
O SMR reúne um conjunto de medidas fitossanitárias destinadas a reduzir a probabilidade de introdução e disseminação de pragas e doenças nas lavouras, garantindo maior segurança na produção e no transporte vegetal.
O cancro cítrico é uma doença bacteriana de alta disseminação que causa prejuízos diretos à produção e restrições comerciais, exigindo rigoroso controle fitossanitário nas áreas produtoras. Com a adequação, já foram emitidas as primeiras Permissões de Trânsito Vegetal (PTV), permitindo a comercialização da produção para outros estados.

O avanço ocorre em um cenário de crescimento da citricultura no estado, que vem se consolidando como nova fronteira promissora para a produção de citros no Nordeste. O movimento também acompanha a busca do setor por áreas menos impactadas por pragas severas, como o Greening, considerada uma das principais ameaças à citricultura mundial.
Atualmente, o Piauí possui 343 hectares comerciais cultivados com citros cadastrados e fiscalizados pela Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada), por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi). As áreas pertencem a dois produtores instalados no município de Guadalupe, no sul do estado, onde são cultivadas laranja e limão-taiti. Desse total, cerca de 145 hectares são destinados ao limão-taiti, com parte já em produção, enquanto 198 hectares de laranja estão em fase de desenvolvimento.
A Adapi mantém o monitoramento contínuo das áreas produtivas e exige o cumprimento rigoroso das normas estabelecidas pelo Mapa. O trabalho reforça a segurança fitossanitária, contribui para a qualidade dos produtos e fortalece a abertura de novos mercados para a produção agrícola do estado.
