A Pró-reitoria de Planejamento da Universidade Estadual do Piauí (Proplan) promoveu, na quinta-feira (9), no Centro de Ciências da Educação, Comunicação e Artes (CCECA), uma oficina com o cientista político Raul Bonfim, diretor de Monitoramento de Políticas Públicas da Secretaria de Planejamento (Seplan). O evento apresentou metodologias para análise situacional e identificação de problemas estratégicos da universidade.
A atividade integra a preparação do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Uespi para 2027-2031. Seu objetivo foi orientar a Proplan e as demais pró-reitorias sobre os fundamentos do diagnóstico institucional, etapa essencial ao planejamento estratégico da universidade.

Na abertura da oficina, o reitor da Uespi, Paulo Henrique Pinheiro, enfatizou a importância do evento como ponto de partida para a escuta coletiva e o planejamento do novo PDI (2027-2031). É o momento da equipe se organizar para ouvir todos os campi e centros no planejamento que vai conduzir os rumos da gestão da universidade para os próximos cinco anos. Brevemente, as oficinas de PDI estarão chegando ao seu campus, ao seu centro”, afirmou o reitor.
Durante a oficina, foi destacado que o diagnóstico institucional é o ponto de partida para a formulação de metas e objetivos do PDI. Segundo o material apresentado, análises mal estruturadas podem comprometer todo o planejamento, gerando metas genéricas e dificuldades no monitoramento de resultados.
O diretor da Secretaria de Planejamento (Seplan), Raul Bonfim destacou a relevância desta etapa no processo. “ Nessa primeira etapa, vamos ouvir as pró-reitorias para entender quais os problemas que a universidade enfrenta, para que, de forma coletiva, possamos construir soluções que permitam o monitoramento constante e o aperfeiçoamento da gestão ao longo dos próximos cinco anos”, explicou.

A proposta central da reunião foi orientar os participantes a transformar a chamada “leitura situacional”, que inclui fatores internos e externos à universidade, em diagnósticos concretos, baseados em evidências. Entre os instrumentos apresentados, esteve a matriz SWOT, utilizada para identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que impactam a instituição.
A oficina enfatizou o uso de evidências (dados quantitativos/qualitativos, indicadores e estudos) para formular políticas institucionais assertivas. O diagnóstico deve responder a questões como problema, afetados, causas e impactos, servindo de base para objetivos, metas e iniciativas do PDI (2027-2031). O processo segue em 2026 com mais reuniões e oficinas, alinhando-se às demandas acadêmicas e desafios da educação superior.
