O Governo do Piauí dará início ao estudo de viabilidade para construção da Barragem de Castelo, uma obra importante e estratégica para o fortalecimento da segurança hídrica e para o desenvolvimento socioeconômico de diversas regiões do estado. O estudo será custeado com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com aporte total previsto de R$ 21,25 milhões. O processo de instrução da licitação que vai contratar o estudo está em andamento.
Inserida em um conjunto de investimentos estruturantes, a Barragem de Castelo sobre o rio Poti reforça a política de ampliação da infraestrutura hídrica no Piauí, especialmente em regiões historicamente afetadas pela irregularidade das chuvas. A expectativa é que, após concluída, a obra contribua para a melhoria da qualidade de vida, o fortalecimento da economia local e a atração de novos investimentos para o estado. A barragem deverá ser construída entre os municípios de Castelo e Juazeiro do Piauí.

“Esse é um passo decisivo para transformar uma demanda histórica em realidade. Estamos falando de uma obra com profundo significado estratégico e humano para o nosso estado. Do ponto de vista estratégico, ela fortalece a nossa infraestrutura hídrica, amplia a capacidade de armazenamento de água, contribui para a regularização das vazões e oferece mais segurança para o abastecimento, para a produção e para o planejamento regional”, avalia o diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), Felipe Eulálio.
A barragem deverá beneficiar diretamente municípios como Juazeiro do Piauí, Castelo do Piauí, São João da Serra, Alto Longá, Prata do Piauí, Beneditinos, Buriti dos Montes e São Miguel do Tapuio. A execução ficará sob responsabilidade do Idepi, com articulação junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). “Acima de tudo, essa é uma iniciativa de caráter humano. A barragem dialoga diretamente com a história de diversos municípios piauienses que convivem, há décadas, com a incertezas quanto ao acesso à água. Estamos trabalhando para mudar essa realidade, garantindo mais dignidade, qualidade de vida e oportunidades de desenvolvimento para essas populações”, completa Felipe Eulálio.
De acordo com os dados iniciais do projeto, a barragem terá capacidade de acumulação de 1,024 bilhão de metros cúbicos de água, volume que poderá garantir abastecimento humano, suporte à produção agrícola e redução dos impactos de estiagens na região.
No momento, a administração estadual segue em fase de instrução para licitação. De acordo com a superintendente de Monitoramento Estratégico da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), Gabriela Celso, a previsão de lançamento do edital é até o final deste primeiro semestre. “O termo de referência está sendo construído em conjunto com o Idepi. Essa é uma obra estratégica para garantir segurança hídrica para a população de diversos municípios e também para promover o desenvolvimento econômico no território”, afirma.
A contratação do estudo de viabilidade é uma etapa essencial para garantir a segurança técnica, ambiental e econômica da obra. A partir desse levantamento, serão definidos aspectos como localização precisa, impactos ambientais, custos detalhados e benefícios diretos para a população.