O Governo do Estado do Piauí mantém uma rede estruturada de serviços voltados ao atendimento de pessoas com deficiência, com foco na reabilitação, no acompanhamento contínuo e na promoção da qualidade de vida. Por meio de unidades especializadas distribuídas entre a capital e o interior, o Estado oferece atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com suporte multiprofissional e acesso regulado pela rede pública.
Em Teresina, o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) é uma das principais referências nesse atendimento. A unidade atua nas áreas de reabilitação física, auditiva e intelectual. Apenas em 2025, o Ceir registrou mais de 67 mil procedimentos realizados ao longo do ano, com destaque para mais de 32 mil no primeiro trimestre e mais de 35 mil no segundo, evidenciando a alta demanda e a capacidade de atendimento do serviço. O atendimento é realizado por uma equipe multiprofissional, que reúne profissionais de enfermagem, nutrição, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e médicos de diversas especialidades, garantindo um cuidado integral desde o diagnóstico até o processo de reabilitação.

O acesso ao serviço ocorre por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde o paciente é avaliado e encaminhado para a unidade. Após a triagem, a equipe define um plano terapêutico individualizado, de acordo com as necessidades de cada usuário, assegurando um acompanhamento contínuo e direcionado.
No Ceir, em Teresina, o atendimento especializado tem impactado diretamente a vida de pacientes que enfrentavam dificuldades no dia a dia. Aos 62 anos, Maria Creusa da Conceição Silva relata a transformação após iniciar o acompanhamento na unidade, especialmente na área auditiva. “É um atendimento que eu não sei nem explicar direito. É tão carinhoso, um trabalho desse eu nunca pude ver”, afirmou. Após anos com perda de audição, ela destaca a mudança na rotina. “Depois que eu recebi o aparelho, estou feliz, porque eu posso estar junto com os outros, eu escuto, eu falo. Então foi bom demais”, completou.

No litoral, o Centro Especializado em Reabilitação (CER) de Parnaíba também integra essa rede, oferecendo atendimento nas quatro modalidades: física, auditiva, intelectual e visual. Em 2025, a unidade realizou 30.206 atendimentos e 51.881 procedimentos. Já em 2026, até março, foram registrados 8.408 atendimentos e 28.105 procedimentos, evidenciando a procura pelo serviço e sua relevância para a população da região.

No semiárido, o CER II de São João do Piauí reforça a oferta de atendimento especializado, com atuação em diferentes áreas da reabilitação. Em 2025, foram realizados 19.352 atendimentos. Já neste ano de 2026, entre janeiro e abril, a unidade já soma 6.676 atendimentos, garantindo a continuidade da assistência e o suporte necessário aos pacientes da região.
Voltado ao público com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Centro Especializado de Atendimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (Cetea) também integra a rede estadual. Desde sua inauguração, em julho de 2025, o espaço já ultrapassou a marca de 20 mil atendimentos. A unidade oferece acompanhamento multiprofissional para crianças e adolescentes, com serviços em áreas como psicologia, psicopedagogia, fonoaudiologia, nutrição e educação física, além de suporte às famílias.

Assim como nos demais serviços, o acesso ao Cetea é feito via SUS, com encaminhamento pelas Unidades Básicas de Saúde ou pelas Secretarias Municipais de Saúde. Após a avaliação inicial, os pacientes passam a contar com um plano de atendimento contínuo, voltado ao desenvolvimento das habilidades cognitivas, comportamentais e sociais.
No Centro Especializado de Atendimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (Cetea), familiares acompanham de perto a evolução das crianças atendidas. A avó Vera Lúcia Araújo Nascimento conta que o neto, Felipe, de 8 anos, apresentou mudanças significativas após iniciar o tratamento na unidade. “A gente já vê a evolução dele. O choro diminuiu, ele está mais atencioso, mais calmo”, relatou. Ela também destaca a importância do serviço para outras famílias. “Aqui é muito importante. A gente é bem atendido, os profissionais orientam a gente. Só tenho a agradecer e espero que esse tipo de atendimento chegue a mais lugares, porque ajuda muita gente”, disse.

Com a oferta desses serviços, o Estado garante uma rede de atendimento especializada, que atende diferentes perfis e necessidades, assegurando cuidado integral, acesso gratuito e suporte contínuo às pessoas com deficiência e suas famílias.











