A experiência do Piauí no diagnóstico e enfrentamento de focos da peste suína clássica (PSC) foi compartilhada com a equipe da Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima (Aderr) durante um treinamento teórico e prático voltado ao inquérito soroepidemiológico da doença. A atividade reuniu 20 médicos veterinários da Aderr e integra as ações do Plano Estratégico Nacional coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A capacitação contou com a participação de auditores fiscais federais agropecuários do Mapa e teve como um dos instrutores o fiscal estadual agropecuário da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), médico veterinário Márcio Chaves, que também atua como coordenador substituto do Programa Estadual de Sanidade Suídea.

A programação abordou desde os aspectos clínicos da PSC até os protocolos técnicos do inquérito soroepidemiológico. Entre os conteúdos trabalhados estiveram procedimentos de contenção dos animais, coleta de sangue, realização de necropsias e encaminhamento de amostras ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, em Belém (PA).
De acordo com Márcio Chaves, a qualificação é essencial para garantir a padronização das ações em campo e a eficiência das investigações sanitárias. “O curso contempla todas as etapas do processo investigativo, assegurando que os profissionais estejam preparados para atuar com precisão e segurança”, destacou.

Atualmente, o Brasil está dividido em blocos sanitários no âmbito do Plano Estratégico Brasil Livre de PSC. Roraima integra o Bloco 02, classificado como zona não livre da doença, juntamente com os estados do Amazonas, Pará, Amapá e Maranhão. Nesse contexto, a realização do inquérito soroepidemiológico é considerada etapa fundamental para avançar no reconhecimento internacional como área livre da enfermidade.
Segundo o diretor de Defesa Animal da Aderr, Diego Costa, a capacitação teve como objetivo preparar o corpo técnico para a execução das ações de vigilância e monitoramento da PSC em todo o estado, ampliando a capacidade de resposta diante de possíveis ocorrências.
A peste suína clássica não é transmitida aos seres humanos, porém representa um risco significativo para a suinocultura, podendo provocar prejuízos econômicos relevantes e comprometer a produção nas regiões afetadas.
