A palestra “Apresentação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas referente à profilaxia pós-exposição de risco nos casos de violência sexual”, ministrada pela médica infectologista, Elna Amaral, realizada na manhã desta quarta-feira (20) marcou a abertura da programação especial alusiva à campanha Maio Laranja, campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER). O público-alvo incluiu equipes multiprofissionais da maternidade e representantes de escolas públicas e privadas.
A programação ocorre até sexta-feira (22), com atividades no auditório da unidade, reunindo profissionais da saúde, educação, assistência social e segurança pública para discutir estratégias de prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência sexual.
Dados do Serviço de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (SAMVVIS) reforçam o alerta para a violência sexual contra crianças e adolescentes. Entre os casos atendidos, a maior faixa etária das vítimas é de 10 a 14 anos, a maioria é composta por pessoas pardas e, em grande parte das situações, o agressor era alguém conhecido da vítima.

Nesta quinta-feira (21), às 14h, a assistente social Odailma Aragão abordará o tema “ECA Digital”. Em seguida, às 15h, a socióloga Deusa Fernandes conduzirá a palestra “Que tipo de homem estamos formando? Redes sociais, misoginia e emoções silenciadas”.
Já na sexta-feira (22), às 14h, a médica ginecologista e sexóloga Andréa Rufino ministrará a palestra “Orientação sexual nas escolas”. Logo após, às 15h, será realizada a mesa-redonda “O papel da escola no enfrentamento à violência contra meninas e mulheres”, com participação da psicóloga escolar Dryelle Carvalho e da delegada Bruna Fontenele.
Segundo a coordenadora médica do SAMVVIS da NMDER, Manuela Moura Gonçalves, o Maio Laranja reforça a importância da conscientização e da proteção das crianças e adolescentes. “Precisamos ouvir mais, observar mudanças de comportamento e ser uma rede de apoio e confiança para essas vítimas. O enfrentamento à violência sexual é uma responsabilidade de toda a sociedade”, destacou.
O SAMVVIS funciona em regime de porta aberta, 24 horas por dia, todos os dias da semana, sem necessidade de regulação. Na unidade, as vítimas recebem atendimento médico, perícia médica e acompanhamento ambulatorial com psicólogo e psiquiatra.