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Sempi realiza debate sobre letramento racial no âmbito do Programa Pró-Equidade de Gênero, Raça e Diversidade

A atividade integra uma série de ações formativas voltadas ao enfrentamento do racismo institucional e à promoção da equidade no serviço público estadual.

A Secretaria das Mulheres do Piauí (Sempi), por meio da Coordenação de Igualdade Racial, Gênero e Diversidade, realizou, nessa quinta-feira (17), a segunda mesa temática do Programa Pró-Equidade de Gênero, Raça e Diversidade, com o tema “Letramento Racial”. A atividade integra uma série de ações formativas voltadas ao enfrentamento do racismo institucional e à promoção da equidade no serviço público estadual.

O encontro reuniu servidores de diferentes órgãos e proporcionou uma escuta qualificada sobre o racismo estrutural, reforçando a necessidade de incorporar a pauta racial como eixo transversal na gestão pública.

“Hoje estivemos aqui, a convite da Secretaria das Mulheres, para falar sobre letramento racial, sobre racismo, e foi um momento muito importante. A gente precisa levar essa discussão para dentro do serviço público, com o objetivo de provocar reflexão, de abrir um novo olhar. O racismo é estrutural, está enraizado na nossa sociedade, e só será superado se for enfrentado de forma direta, com diálogo, formação e o reconhecimento da história da população negra”, destacou Halda Regina, coordenadora do Instituto da Mulher Negra do Piauí (Ayabás).

A gestora enfatizou ainda que momentos como esse são pedagógicos e indispensáveis para a construção de uma sociedade mais justa. “É por meio desses espaços que, aos poucos, vamos quebrando essa estrutura racista e promovendo uma sociedade mais igualitária”, completou Halda Regina.

“Sabemos o quanto o ambiente de trabalho é um dos locais onde o racismo estrutural mais se manifesta seja pelo assédio moral, sexual ou pelas inúmeras barreiras que as mulheres negras enfrentam. É também por meio do trabalho que muitas mulheres conquistam sua autonomia econômica, e, por isso, garantir um ambiente digno, respeitoso e seguro é fundamental. O espaço de trabalho precisa ser um lugar onde essas mulheres permaneçam, cresçam e tenham suas trajetórias valorizadas, sem precisar passar por situações desconfortáveis ou degradantes”, explicou Letícia Gualter, coordenadora de Diversidade, Igualdade Racial e Inclusão da Sempi.

O Programa Pró-Equidade de Gênero, Raça e Diversidade tem como objetivo promover melhorias no ambiente institucional por meio da reformulação da cultura organizacional e do engajamento real das equipes. A proposta é contribuir para a construção de um Estado mais inclusivo, plural e democrático, com foco na equidade como prática cotidiana do serviço público.

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