A Secretaria de Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada), por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi), participou, a convite da Diretoria de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS), de uma reunião voltada à elaboração do Plano de Contingência para o enfrentamento da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em humanos. O encontro foi realizado no âmbito da Gerência de Vigilância Epidemiológica – Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) do município.
A Adapi esteve representada pela coordenadora de Defesa Animal, Dra. Simone Lima; pela coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Dra. Cecília Guimarães; e pelo coordenador substituto do Programa Estadual de Sanidade das Aves, Dr. Cléber Braga de Neiva.
Durante a reunião, foram discutidos: o apoio técnico entre os órgãos e a adoção de medidas preventivas e protocolos diante da possível ocorrência de casos da doença, considerando sua alta taxa de mortalidade e impacto tanto na saúde pública quanto na economia. Foi enfatizada a necessidade de integração entre vigilância em saúde, vigilância ambiental e defesa sanitária animal para garantir a detecção precoce de focos, minimizar riscos de transmissão e proteger a avicultura piauiense.

O Piauí possui um forte sistema de defesa sanitária animal, devido ao trabalho do Serviço Veterinário Oficial (SVO), em conjunto com os produtores rurais e demais elos da cadeia produtiva da avicultura. Não há risco à população quanto ao consumo de carne de aves e ovos.
A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade é causada por vírus do tipo Influenza A, que pode infectar aves domésticas e silvestres, além de representar risco de transmissão para humanos em casos específicos. O Brasil é área livre de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em granjas comerciais, mas estamos na rota de aves silvestres migratórias e estas possuem papel importante na introdução e disseminação do vírus da influenza aviária, exigindo intensificação na vigilância e alinhamento de ações entre órgãos federais, estaduais e municipais.
A Adapi orienta que qualquer suspeita de mortalidade elevada de aves, alteração no comportamento ou sinais clínicos respiratórios e neurológicos em aves domésticas ou silvestres seja comunicada imediatamente aos serviços veterinários oficiais. As notificações podem ser realizadas presencialmente nas unidades da Adapi em todo o Estado, pelo Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergência Veterinária – E-Sisbravet com link no site da Adapi ou pelo telefone 0800 280 2828. A comunicação imediata possibilita uma resposta rápida e eficaz, permitindo medidas de controle com interrupção da cadeia de transmissão da doença.
Para a coordenadora de Defesa Animal, Simone Lima, trabalhar de forma articulada contribui para a elaboração de um plano efetivo de prevenção e resposta. “Com a participação no encontro, a Adapi reforça seu compromisso em trabalhar de forma articulada com outras instituições, oferecendo apoio técnico especializado e contribuindo para um plano que permita agir de forma preventiva e coordenada diante de qualquer ameaça à saúde da população e à produção avícola do Estado”, enfatizou.