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COP30: Rafael Fonteles defende protagonismo dos governos locais nas políticas de enfrentamento às mudanças climáticas

Experiências de governos locais estão contidas em documento da LGMA com objetivo de influenciar as negociações oficiais da COP30.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, defendeu o fortalecimento do papel dos governos locais e regionais nas políticas globais de enfrentamento às mudanças climáticas durante participação na COP30 – 30ª Conferência das Partes da ONU, em Belém (PA). Como representante dos governos estaduais e municipais de todo o mundo, Fonteles discursou em nome da LGMA (Local Governments and Municipal Authorities), grupo que dá voz aos governos subnacionais nos processos da ONU sobre clima.

Rafael Fonteles, que também preside o Consórcio Nordeste, elogiou o chamado“espírito de mutirão”adotado pela presidência brasileira da COP30 e afirmou que a presença dos governos locais simboliza uma voz unificada em defesa de soluções concretas e colaborativas. “Milhares de prefeitos e governadores se reuniram recentemente no Rio de Janeiro para apresentar suas contribuições aos líderes nacionais. Eles mostraram que as cidades e estados têm muito a oferecer em termos de práticas bem-sucedidas de colaboração, financiamento local e ações de adaptação e mitigação”, destacou o governador.

Foto: Juliana Oliveira

Rafael ressaltou ainda que essas experiências estão sendo sistematizadas em um documento da LGMA, com o objetivo de influenciar as negociações oficiais da COP30 e consolidar um novo modelo de governança climática multinível, envolvendo União, estados e municípios. O principal objetivo é fortalecer a governança multinível, garantir acesso direto ao financiamento climático e reconhecer os governos subnacionais como atores centrais na implementação do Acordo de Paris.

Segundo Fonteles, o “legado de Belém” (nome dado à proposta de cooperação construída durante a conferência) deve estabelecer as bases de um novo ciclo de ação climática urbana e territorial, capaz de integrar governos de diferentes níveis em torno de um mesmo propósito. “A COP30 precisa deixar um legado concreto de colaboração multinível. É isso que permitirá à comunidade internacional acolher, em 2027, o Relatório Especial do IPCC sobre Cidades e garantir, até 2028, a integração plena da urbanização e da ação climática em um programa global unificado”, afirmou.

Foto: Juliana Oliveira

Encerrando sua fala, o governador ressaltou o compromisso do Nordeste brasileiro com uma agenda climática solidária, sustentável e baseada em resultados, lembrando que os nove estados nordestinos se uniram em 2019 para formar o Consórcio Nordeste, hoje referência nacional em políticas públicas integradas.

O que é a LGMA?

A LGMA é o grupo oficial que representa governos locais e regionais na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) desde 1995. Coordenada pela ICLEI, reúne redes como C40, UCLG e Regions4, Under2Coallition, defendendo a integração de cidades e regiões nas políticas climáticas globais.

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