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Oferta de alfabetização para internos do sistema prisional do Piauí transforma vidas

No Dia Nacional da Alfabetização, a Sejus destaca os programas de alfabetização na transformação de vidas dos internos nas unidades prisionais.

O Governo do Estado tem investido em diversas políticas educacionais para reduzir o analfabetismo entre jovens e adultos. Dentre as principais ações estão as desenvolvidas nas unidades prisionais do estado, como o Alfabetiza Piauí. Atualmente, 112 pessoas, de sete diferentes unidades prisionais, estão matriculados no programa, que é realizando em uma parceria entre as Secretarias da Justiça (Sejus) e da Educação (Seduc).

E no Dia Nacional da Alfabetização, celebrado nesta sexta-feira (14), o secretário da Educação, Washington Bandeira, destaca o impacto social do programa. “Investir na alfabetização de jovens, adultos e idosos no sistema prisional é um passo fundamental para a ressocialização desses internos. A educação não apenas transforma vidas, mas também abre portas para novas oportunidades, reduzindo a reincidência criminal e promovendo um futuro mais digno e produtivo”, afirma o gestor.

Outra iniciativa de alfabetizar os internos da Sejus, é a parceria com o Instituto Brasileiro de Educação e Meio Ambiente (Ibraema), onde um interno recebe uma formação e torna-se facilitador do aprendizado de outros dentro da cela. Ele recebe remição de pena pelo trabalho, enquanto o interno que está sendo alfabetizado ganha remição pela educação. O Ibraema doa todo o material didático e compartilha a metodologia para alfabetização de jovens e adultos.

Em 2025, o programa Ibraema está sendo realizado em 11 unidades prisionais, com 354 alunos e 56 monitores. No ano passado, 342 internos foram alfabetizados por meio do Ibraema, nas duas etapas, com a participação de 74 monitores.

“Lá fora eu tinha pouco estudo, raramente eu estudava, eu não tinha tempo, só trabalhava, estudei somente o primário. Hoje graças a ajuda da professora eu consigo ler e escrever um pouco melhor. Vou continuar estudando e as oportunidades que aparecerem daqui para frente eu vou agarrar”, afirma o interno A. F. dos S. S..

Os dados do Censo Carcerário, realizado pela Sejus, revelam que 7,51% dos internos são analfabetos e 52,71% tem o ensino fundamental incompleto. “A oferta de ensino de alfabetização no sistema é muito importante, o Programa Ibraema ocorre por três dias da semana. Esse ano, iniciamos o Programa Alfabetiza Piauí nas unidades e o professor fica na unidade em sala, por três dias na semana também, com material didático regionalizado, para alfabetizar em um período de seis meses”, destaca a gerente de Educação Prisional da Sejus, Aparecida Franco.

Para o interno F. R. da C. M., aluno do programa Alfabetiza Piauí, em uma Penitenciária de Teresina-PI, a educação é uma oportunidade de mudança. “Minha vida lá fora foi conturbada, desde quando conheci as drogas. Eu não tinha desejo de aprender, minha mãe era professora e eu só dava vergonha para ela. Eu tenho dificuldade de ler, escrever e entender, troco as letras. Agora eu me sinto feliz porque com 43 anos eu vou estudar e dar orgulho para minha família”, explica.

 

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