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Águas de Teresina retira mais de 28 toneladas de resíduos da rede de esgoto em 2025

Para minimizar os impactos e garantir maior estabilidade ao sistema, a empresa intensificou as ações de manutenção preventiva ao longo de 2025.

O sistema de esgotamento sanitário de Teresina enfrenta um desafio que afeta toda a cidade: o descarte indevido de lixo dentro das tubulações de esgoto. Somente em 2025, a Águas de Teresina retirou 28,5 toneladas de resíduos irregulares da rede e das estruturas de tratamento, um volume formado por panos, gordura de cozinha, sacolas plásticas, fraldas, restos sólidos e até objetos inusitados como pneus e cones de sinalização. Todo o lixo retirado das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), posteriormente é encaminhado a aterros sanitários. 

Esse tipo de material, que não deveria entrar na rede de esgoto, provoca uma série de problemas coletivos: entupimentos, extravasamentos nas ruas, retorno de esgoto em residências, danos à operação das estações de bombeamento, aumento de ocorrências e prejuízos ambientais.  

Para minimizar esses impactos e garantir maior estabilidade ao sistema, a concessionária intensificou as ações de manutenção preventiva ao longo do ano. Entre janeiro e outubro, foram executados 153 quilômetros de limpeza em redes coletoras, equivalentes a mais de 500 metros de manutenção por dia em todas as zonas da capital. As intervenções têm reduzido extravasamentos, prevenindo obstruções e diminuído a necessidade de manutenções corretivas. 

Responsabilidade compartilhada 

Apesar do esforço operacional contínuo, a Águas de Teresina reforça que a manutenção do sistema depende também do comportamento da população, especialmente no uso correto da rede. “A manutenção preventiva é essencial para manter o sistema funcionando com eficiência, mas o uso correto da rede é uma responsabilidade compartilhada. Cada material descartado indevidamente compromete a saúde da cidade e afeta toda a coletividade”, destaca Carolina Serafim, diretora-presidente da Águas de Teresina. 

Outra ação importante é a ligação interna à rede de esgoto sempre que o serviço estiver disponível na rua. A conexão adequada evita lançamentos irregulares nos rios, reduz extravasamentos, melhora a salubridade das vias e garante que todo o esgoto produzido receba tratamento adequado. 

A empresa oferece um incentivo aos clientes para realizar a ligação na rede de esgoto. Ao realizar a ligação dentro do prazo de até 180 dias, os teresinenses contam com descontos de 100% na taxa de conexão. “Quando o morador se conecta corretamente, ele contribui diretamente para a saúde da sua família e para a proteção dos rios, além de melhorar o funcionamento de todo o sistema”, reforça Carolina. 

Teresina hoje coleta e trata 40 milhões de litros de esgoto por dia em 29 Estações de Tratamento, garantindo que todo o efluente retorne aos rios dentro dos padrões ambientais. O volume diário tratado é equivalente ao enchimento de 19 piscinas olímpicas ou cerca de 266 mil caixas d’água de 150 litros. 

O tratamento do esgoto é fundamental para prevenir doenças de veiculação hídrica, preservar rios e lagoas, proteger o meio ambiente e valorizar os bairros. Bairros atendidos com coleta e tratamento registram melhora na saúde pública, redução de odores, maior segurança sanitária e até valorização imobiliária. 

O que pode e o que não pode ir para a rede de esgoto 

Não pode (e causa entupimento e extravasamentos): 

  • Óleo e gordura de cozinha 
  • Fraldas, absorventes, cotonetes 
  • Panos, toalhas, tecidos 
  • Plásticos, embalagens, sacolas 
  • Restos de alimentos 
  • Cabelos 
  • Borra de café 
  • Areia, entulho ou qualquer resíduo sólido 
  • Produtos químicos e solventes 

Pode (uso adequado e seguro da rede): 

  • Água utilizada em pias de banheiro, chuveiros e lavatórios 
  • Esgoto dos vasos sanitários 
  • Águas residuais geradas nas atividades domésticas conectadas corretamente à rede.
Foto: Ascom Águas de Teresina

 

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