A encenação da Via Sacra protagonizada pelos estudantes do Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Didácio Silva emocionou o público na noite desta terça-feira (31), na Praça do Mercado do Dirceu II, na zona Sudeste de Teresina. O espetáculo reuniu mais de 400 jovens e transformou o espaço em um cenário de fé, arte e reflexão.
Realizada há mais de 20 anos, a iniciativa já é tradição da escola e mobiliza estudantes, professores e toda a equipe escolar em torno de um momento simbólico que relembra a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Interpretando Maria, a aluna da 3ª série do Ensino Médio, Isabela Costa, destacou a emoção de participar do espetáculo em seu último ano na escola. “Interpretar Maria teve um significado muito especial para mim. Foi um momento de muita emoção, desde a preparação até a apresentação do espetáculo. Vou levar essa experiência para a vida toda”, afirmou.
O jovem Arthur Sousa França, da 2ª série do Ensino Médio, que interpretou Judas Iscariotes, também ressaltou o aprendizado vivido durante o processo. “Estudei bastante o personagem e mergulhei na história de Jesus Cristo. Foi uma experiência que me trouxe muitas reflexões. Além disso, foi um trabalho em equipe muito bonito, com o apoio de toda a escola”, disse.

A programação contou ainda com a pintura das 15 estações da Via Sacra, apresentações musicais e o encerramento com um coral formado por cerca de 450 estudantes.
Integrante do elenco musical, a estudante Ana Maria Vajão, da 1ª série do Ensino Médio, destacou a intensidade da apresentação. “Apresentar cada etapa da história de Jesus, da condenação à crucificação, foi uma experiência indescritível. A gente se envolve de verdade e sente tudo o que está representando”, relatou.

O secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres, destacou que a Via Sacra do Ceti Didácio Silva vai além de uma apresentação artística e reforça o papel da escola na formação integral dos estudantes. “É um momento de reflexão, que fortalece valores como solidariedade, respeito e convivência. A apresentação, construída pelos próprios alunos e aberta à comunidade, transforma o espaço público em um ambiente de aprendizagem, cultura e protagonismo juvenil”, destacou.
