Com apoio da Investe Piauí, o Grupo Canel, pioneiro no Cerrado piauiense há mais de 30 anos, consolida um modelo de negócio cada vez mais orientado à eficiência operacional e à captura de valor agregado ao longo da cadeia produtiva. Pioneiro no desenvolvimento agrícola da região, o grupo atua na produção de soja, milho, algodão e eucalipto, além de manter operações de confinamento de gado e uma estrutura robusta de agroindústria.
O grupo participou da Missão China 2025, promovida pelo Governo do Piauí, ampliando sua visão estratégica global. A Investe Piauí tem sido essencial na viabilização de projetos do grupo, por meio de articulação institucional.
A Fazenda Canel reúne beneficiamento de algodão, fábrica de ração, extrusora, aviários e comércio de insumos agropecuários. Um dos destaques é a marca Ração Nativa, que produz ração 100% vegetal e de origem piauiense.

No segmento de proteína animal, o grupo já opera uma granja com 90 mil aves, produzindo cerca de 90 mil ovos por dia. A estrutura inclui um centro de processamento de ovos (CPO) totalmente automatizado, responsável pela classificação por tamanho, peso e espessura da casca, com direcionamento conforme a demanda de clientes.
Outro vetor estratégico é o projeto de irrigação, considerado um dos pilares de crescimento do grupo. Atualmente, a primeira fase já soma 1.305 hectares irrigados, com meta de expansão para mais de 9 mil hectares, dentro de um projeto total estimado em até 10 mil hectares irrigados.
O empreendimento envolve um investimento global estimado em R$ 33 milhões e deve gerar ao menos 26 empregos diretos, com previsão de conclusão até 2027 — parte das operações já entra em funcionamento em 2026. “Hoje já estamos com a primeira fase do projeto, com o apoio da Investe, que é uma grande parceira e está ajudando muita gente. Nosso grande sonho é terminar com mais de 9 mil hectares irrigados, e se Deus quiser, vai dar certo”, afirma Alexandre Bortolozzo, sócio e gerente industrial da Lavoro.

A verticalização dos processos ganha escala na operação da Lavoro, braço do grupo voltado à agregação de valor. Toda a ração produzida abastece tanto a própria fazenda quanto o mercado, ampliando a monetização da cadeia. “Esse é um dos grandes focos da nossa empresa: agregação de valor e verticalização da produção”, reforça o sócio.
No conselho e na liderança operacional, Amilton Bortolozzo, Sérgio Luís Bortolozzo e José Roberto Bortolozzo conduzem a estratégia de expansão com foco em escala, eficiência e diversificação de receita. Esse entendimento sustenta a estrutura do grupo, que integra desde o cultivo de grãos até a industrialização e o consumo final.
A estratégia é sair da lógica puramente produtiva e avançar na verticalização. “A grande oportunidade do agricultor é que todos esses produtos, a soja, o milho e o algodão, eles viram ração para animal. Por isso que existem muitos agricultores que estão virando pecuaristas, virando granjeiros, trabalhando com ovos, com frango de corte ou qualquer outro tipo de criação justamente pela oportunidade”, afirma Alexandre Bortolozzo.

“A gente não trabalha só com o produto nobre. Além da soja, milho e algodão, temos também os subprodutos. O resíduo do algodão, da soja e do milho vira ração. São produtos coringa, dá para fazer muitas coisas com eles”, explica o gerente.
A atuação da Investe Piauí tem sido determinante na viabilização do projeto, especialmente na articulação institucional. Entre os avanços estão o apoio junto à Semarh para autorizações de perfuração de poços e outorgas, além da interlocução com a Equatorial para garantir o fornecimento energético, estimado em 22,9 MW, já assegurado na primeira fase.
“Com a articulação da Investe Piauí, a gente está ampliando a parte de granja. Vamos chegar até o fim do ano a 500 mil ovos por dia”, projeta o CEO.

Missão China
O grupo também integrou a Missão China 2025, promovida pelo Governo do Estado e operacionalizada pela Investe Piauí, ampliando sua visão estratégica internacional, com foco na abertura de mercados para exportação de grãos e importação de maquinários para fortalecer a operação irrigada.
Outro diferencial competitivo é a conectividade. Em 2024, o grupo firmou parceria com a TIM para cobertura 4G em 100% da fazenda, em uma área superior a 20 mil hectares. A iniciativa conecta máquinas, sensores e pluviômetros, elevando o nível de gestão e precisão no campo.
Na prática, o Grupo Canel está executando um playbook clássico de agronegócio de alta performance: integração vertical, intensificação produtiva via irrigação, industrialização local e uso de tecnologia para ganho de produtividade. O resultado é um ecossistema que transforma grãos em proteína, dados em eficiência e território em valor econômico sustentável.