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Estudantes da rede estadual de Floriano usam resíduos orgânicos para criar embalagem biodegradável

O principal protótipo é uma embalagem para marmitas, com potencial imediato de aplicação no cotidiano.

Estudantes do Ceti Fauzer Bucar, em Floriano, transformaram resíduos orgânicos, como cascas de banana e batata, em soluções sustentáveis. Utilizando o laboratório de Ciências da escola, modernizado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), os alunos criaram o Bioiny, projeto voltado à produção de bioespuma e bioplástico para a substituição de embalagens plásticas convencionais.

O projeto nasceu da busca por soluções para o lixo orgânico produzido pela própria escola. Depois de pesquisas sobre biodigestores e biofertilizantes, a ideia da bioespuma tomou forma a partir de estudos sobre bioplásticos feitos de materiais como frutas ricas em amido, fécula de mandioca, vinagre e glicerina.

Foto: Ascom Seduc

A bioespuma apresenta características semelhantes às do isopor convencional como leveza, amortecimento de impacto e isolamento térmico. O principal protótipo é uma embalagem para marmitas, com potencial imediato de aplicação no cotidiano.

Foto: Ascom Seduc

A inovação sustentável foi criada pelos alunos: Ana Karoline Alves Costa, Anny Gabrielly Alves de Avelino, Dyovana Vitória Andrioli, Augusto Cesar Matos Novais e Jhon Weberth Gosalves dos Santos, orientados pelo professor Antônio Rodrigues de Araujo Costa Neto.

“Com a pesquisa certa, tempo e dedicação, podemos trazer solução para grandes problemas”, diz a estudante Ana Karoline, uma das pesquisadoras. “Aprendemos que devemos nos preocupar com a situação do planeta e que podemos ajudar a transformá-la.”, completou Augusto César.

Foto: Ascom Seduc

Ciência que transforma

O Bioiny só foi possível graças à estrutura do laboratório reformado, que conta com estufa, balança de precisão, banho-maria e liquidificador. Em 2024, o Ceti Fauzer Bucar recebeu mais de R$ 2 milhões em investimentos da Seduc, ampliando as condições para projetos de pesquisa e inovação.

A iniciativa ultrapassou os muros da escola e o projeto está inscrito no Desafio Liga Jovem, promovido pelo Sebrae, levando a proposta a um ambiente de empreendedorismo e inovação.

O desenvolvimento do projeto na escola de Tempo Integral demonstra como a educação aliada à ciência pode gerar soluções criativas para problemas ambientais, como afirma o secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres. “A implementação do modelo de Tempo integral e o constante incentivo à inovação na escola pública gera este espaço de criação, pesquisa e desenvolvimento de talentos que contribuem para um futuro mais sustentável”, afirmou.

Foto: Ascom Seduc

 

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