A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) promove, nos dias 21 e 22 de janeiro, o III Seminário Piauiense sobre Hanseníase. O evento será realizado no Auditório do Cine Teatro da Universidade Federal do Piauí (UFPI), no Campus Universitário Ministro Petrônio Portella, bairro Ininga, em Teresina, e é voltado para profissionais de saúde de todo o estado.
Inserido na programação do Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização e combate à hanseníase, o seminário tem como objetivo promover a troca de experiências, atualizar conhecimentos técnicos e fortalecer as estratégias de enfrentamento da doença, que ainda representa um importante problema de saúde pública no Piauí.
Promovido pela Sesapi, em parceria com instituições como o CIATEN,UFPI, FMS, Movimentos Sociais e outros, o evento contará com palestras e mesas redondas. A programação também inclui debates sobre diagnóstico precoce, tratamento, manejo das reações hansênicas, prevenção de incapacidades físicas e enfrentamento do estigma e do preconceito associados à doença.
O público-alvo é formado por profissionais da Atenção Primária à Saúde, Vigilância Epidemiológica, gestores, coordenadores, pesquisadores, além de representante da Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação/Ministério da Saúde. Os participantes terão direito a certificação de 16 horas.
De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN Net), em 2024 o Piauí registrou 895 casos novos de hanseníase, sendo 20 em menores de 15 anos. No mesmo ano, 55 pessoas foram diagnosticadas já com grau dois de incapacidade física no momento do diagnóstico. Em 2025, foram notificados 750 casos novos, dos quais 26 em menores de 15 anos, e 40 pessoas com grau 2 de incapacidade física no momento do diagnóstico. Epidemiologicamente, o ano de 2025 será encerrado apenas em março de 2026. Os dados também indicam que mais de 55% dos casos, anualmente, ocorrem em pessoas do sexo masculino.
Para a supervisora estadual de Hanseníase da Sesapi, Eliracema Alves, o seminário é estratégico para o fortalecimento das ações de controle da doença no estado. “Queremos aproveitar este momento para atualizar os profissionais de saúde que atuam direta e indiretamente com a hanseníase. Vamos abordar diversos temas para que os profissionais possam esclarecer suas dúvidas e aumentar o conhecimento sobre essa doença estigmatizada e negligenciada”, disse.
Eliracema reforça ainda que o evento vai além da capacitação técnica. “A hanseníase ainda é uma realidade no estado e no Brasil. Precisamos ampliar o diálogo, disseminar informações corretas, incentivar o diagnóstico precoce e, principalmente, combater o estigma e o preconceito que ainda cercam a doença”, completou.
As inscrições estão abertas e podem ser realizadas por meio do link. O seminário acontece nos dias 21 e 22 de janeiro, quarta e quinta-feira, das 8h às 17h.
