A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) realizou, nessa terça-feira (20), em comemoração pelos seus 40 anos de fundação a abertura da exposição “Uespi 40 anos – o sonho virou legado” e a apresentação do espetáculo “Uespi de todos os cantos e encantos”, no Centro de Convenções de Teresina. As atividades integraram a solenidade de posse do novo reitor, Paulo Henrique Pinheiro, e da vice-reitora, Fábia Buenos Aires, que assumem a gestão da instituição no quadriênio 2026–2030.
Aberta ao público no hall do Centro de Convenções de Teresina, a exposição apresenta um recorte histórico da universidade por meio de fotografias e documentos institucionais, organizados em quatro ilhas audiovisuais que representam diferentes fases da trajetória da instituição.
A primeira ilha retrata o período de 1986 a 1996, destacando a criação da universidade e o início do processo de interiorização. A segunda aborda os anos de 1996 a 2006, marcados pela expansão da Uespi e pela consolidação do processo democrático interno, com a realização de eleições. A terceira ilha representa a década de 2006 a 2016, quando a universidade passou a integrar programas federais de ensino, como o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Já a quarta década, de 2016 a 2026, apresenta a UESPI contemporânea, caracterizada por investimentos em infraestrutura e por um olhar voltado para o futuro.

A exposição foi idealizada pelo reitor Paulo Henrique Pinheiro e tem como curadores o técnico-administrativo da universidade, Oscar Carvalho, a professora Daiane Rufino e a jornalista Valéria Neves.
Em 2026, a Uespi completa quatro décadas de existência, tendo como marco histórico a realização do seu primeiro vestibular, em 1986. Na ocasião, foram ofertadas 240 vagas para os cursos de Licenciatura em Pedagogia/Magistério, Ciências/Biologia, Ciências/Matemática, Letras/Português e Letras/Inglês, voltados principalmente à formação de professores da Educação Básica, além do curso de Bacharelado em Administração de Empresas, aberto à população em geral. Desde então, a universidade consolidou-se como referência no ensino superior público estadual, com forte atuação na interiorização, na inclusão social e no desenvolvimento do Piauí.
Durante a solenidade, a vice-reitora destacou que celebrar os 40 anos da instituição é reafirmar o papel da universidade na transformação social do Piauí. Segundo ela, a programação une memória, cultura e educação, fortalecendo a identidade institucional e projetando novos desafios para o futuro da universidade pública estadual.

O espetáculo “Uespi de todos os cantos e encantos” foi apresentado em três atos e contou com a direção de Moisés Chaves, que ressaltou o compromisso institucional com a arte e a cultura. “Chamou-me a atenção o compromisso com a arte, a cultura e a educação demonstrado pelo Reitor Paulo Henrique, que também é autor do texto do espetáculo. Fica muito fácil trabalhar com quem tem amor, respeito às diferenças e reconhecimento da contribuição de cada um para a construção de uma sociedade plural. O teatro é esse instrumento de comunicação entre o palco e o público”, afirmou o artista.
No primeiro ato, “Nossas origens: o chão que nos funda”, o coral indígena Jobaji Ywy Terra, coordenado pela cacique Aliã Wamiri Guajajara, reuniu 20 participantes e representou a memória ancestral do Piauí. Para o Reitor Paulo Henrique Pinheiro, idealizador do espetáculo, o momento simboliza a essência da universidade. “A Uespi nasceu neste mesmo chão, fundada no saber e na diversidade. As origens do Piauí e da Uespi se entrelaçam no respeito à história, à cultura e à diversidade. Esse ritual simboliza nossa identidade, resistência e sabedoria, lembrando que todo futuro se constrói honrando nossas raízes”, destacou a cacique.

O segundo ato retratou o processo de interiorização e consolidação da Uespi como uma das principais instituições de ensino superior do Piauí, com a participação do grupo afro-cultural Coisa de Nêgo, coordenado por Gilvano Quadros. O canto e a dança afro simbolizaram a força, a resistência e a criatividade do povo piauiense, representando os caminhos abertos e os saberes que se espalham pelo estado, assim como a expansão da universidade.
O terceiro e último ato expressou a modernização da Uespi por meio da dança “As Rendeiras”, apresentada pelo corpo de dança da instituição, com direção de Derson Rodrigues e coordenação da professora Renata Batista Pinheiro. A coreografia simboliza a transmissão de saberes entre gerações, unindo tradição e inovação. “Ao unir dança popular e folclórica, a obra homenageia a delicadeza da renda e a força do trabalho manual, exaltando a cultura ancestral e a resistência do nosso povo. É uma coreografia que emociona, educa e reafirma a importância de preservar nossas manifestações culturais”, destacou a professora.

Presente na solenidade, o governador do Estado do Piauí, Rafael Fonteles, ressaltou a importância da Uespi para o desenvolvimento do estado. “Estou muito feliz em participar desse momento solene da nossa Universidade Estadual do Piauí, que completa 40 anos, juntamente com a posse do novo reitor, professor Paulo Henrique, e da vice-reitora, professora Fábia. Encerramos também um ciclo muito exitoso da gestão do professor Evandro Alberto e do Vice-reitor doutor Jesus, que fizeram muito pela instituição, com o apoio do povo do Piauí por meio do Governo do Estado. Não tenho dúvidas de que o próximo mandato dará continuidade a esse trabalho”, afirmou o gestor.
Para o estudante Maycks Filho, aluno do curso de direito, participar desse momento histórico foi motivo de orgulho. “É muito gratificante perceber o quanto a universidade evoluiu nesses 40 anos. Como aluno, dá para ver que houve muito avanço, e com a nova gestão do reitor e da vice-reitora, a tendência é evoluir ainda mais. Foram 40 anos de crescimento e, com certeza, muitos outros virão pela frente”, afirmou o acadêmico.
Ao articular memória institucional e expressão artística, a programação que abre as comemorações pelos 40 anos da Uespi reafirma o compromisso da universidade com a valorização de sua história, da diversidade cultural e da educação pública de qualidade, projetando o futuro da instituição como agente fundamental de transformação social, cultural e educacional no Piauí.
