Neste sábado, 31 de janeiro, é comemorado em todo o país o Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Trata-se de uma categoria de Unidade de Conservação (UC) cujo modelo garante proteção ambiental perpétua em áreas privadas e amplia de forma estratégica a conservação da biodiversidade no Brasil. No Piauí, a data é marcada pela criação da RPPN Flor da América, no município de Colônia do Piauí.
Com 560 hectares de Caatinga preservada, a Flor da América é a maior RPPN de esfera estadual, de responsabilidade da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). A unidade reforça o cuidado com um bioma exclusivamente brasileiro e um dos mais ameaçados.

Para o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Feliphe Araújo, a iniciativa simboliza a união entre desenvolvimento e proteção. “Essa RPPN privada amplia a proteção da Caatinga e demonstra o compromisso de quem investe no Piauí com a gestão ambiental e com o futuro do nosso estado”, afirmou.

A reserva foi criada pela Auren Energia. Segundo Rafael Campolina, gerente executivo de Sustentabilidade da empresa, a ação integra uma responsabilidade mais ampla. “A RPPN Flor da América protege 560 hectares da Caatinga e inaugura um caminho que inclui a meta de preservar 60 mil hectares até 2030, começando pelo Piauí”, destacou.

O gerente de Unidades de Conservação da Semarh, José Neto, ressaltou o impacto institucional da medida. “É uma iniciativa voluntária que fortalece o sistema estadual de unidades de conservação e representa um compromisso real com a preservação da Caatinga e da natureza do Piauí”, concluiu.

Conforme dados da Confederação Nacional das RPPNs (CNRPPN), o país possui mais de 1.850 reservas privadas, que preservam mais de 800 mil hectares. Desse total, 791 RPPNs são federais, reconhecidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), somando cerca de 532 mil hectares protegidos, o que coloca o país entre os líderes mundiais em conservação privada.

A celebração do Dia Nacional das RPPNs reforça o papel da iniciativa privada como aliada estratégica do poder público na defesa do patrimônio natural brasileiro.
