A Zona de Processamento de Exportação do Piauí (ZPE-PI), em Parnaíba, deu mais um passo estratégico rumo à industrialização com foco no mercado externo. A Delta Brazilian Starch, empresa do Grupo Moinho Piauí com atuação no Brasil e na Argentina, lançou nesta sexta-feira (6) a pedra fundamental de uma fábrica de fécula de mandioca, empreendimento voltado integralmente à exportação e à integração com a agricultura familiar da região.
A planta industrial deve gerar cerca de 50 empregos diretos na fase inicial de operação e aproximadamente 500 empregos indiretos, abrangendo a cadeia produtiva da mandioca, logística, transporte e serviços. Durante a solenidade, foi anunciado que a capacidade inicial de processamento da fábrica está estimada em cerca de 300 toneladas de mandioca por dia, com previsão de exportação de até 20 contêineres semanais já no início das atividades.

Para o presidente da Investe Piauí, Victor Hugo Almeida, o empreendimento materializa uma estratégia clara do Estado. “Priorizar as potencialidades do Piauí não é apenas discurso. O que estamos vendo aqui é o lançamento de uma grande indústria de fécula de mandioca que vai exportar para o mundo inteiro e, ao mesmo tempo, se conectar diretamente a uma ampla rede de produtores locais”, destacou.
Segundo Federico Musso, sócio da Delta Brazilian Starch, o projeto é resultado de um planejamento de longo prazo. “Iniciamos esse projeto há dois anos e hoje ele começa a se tornar realidade. Estamos aqui para incentivar os produtores a adotarem tecnologia e elevarem o nível de produção na região, promovendo desenvolvimento sustentável”, afirmou.

A chegada da indústria também impulsiona políticas de fortalecimento da agricultura familiar. De acordo com o presidente da ZPE-PI, Álvaro Noleto, a empresa já promove ações estruturantes junto aos produtores da região. “Aconteceu agora também o encontro do Programa de Desenvolvimento da Cultura da Mandioca do Piauí-Maranhão, que reuniu produtores e instituições interessados em fornecer para essa nova indústria. A ideia é melhorar produtividade por hectare, com técnicas inovadoras, gerando mais renda sem necessidade de ampliar área plantada”, explicou. Álvaro Noleto acrescenta que, inserido na ZPE de Parnaíba, o projeto conta com incentivos fiscais, aduaneiros e logísticos.
A previsão é que a fábrica inicie a produção entre o final de 2026 e o início de 2027. Além dos empregos diretos, a expectativa é que entre 500 e 600 famílias passem a ter renda vinculada à cadeia produtiva da mandioca, consolidando Parnaíba como polo agroindustrial e exportador no Nordeste.
