Com foco na conscientização e na proteção da vida silvestre, a campanha “Vergonha Não Se Herda” chega ao Piauí como um importante instrumento educativo para alertar a população sobre os riscos e as consequências da caça ilegal de animais silvestres. A iniciativa destaca que a prática, além de crime ambiental, representa uma grave ameaça à saúde humana e ao equilíbrio ecológico.
A ação enfatiza que o contato, abate e consumo de animais silvestres podem estar associados à transmissão de doenças como raiva, leptospirose, hantavirose e hanseníase, colocando em risco não apenas quem pratica a caça, mas toda a comunidade. Nesse sentido, busca sensibilizar a população sobre a responsabilidade coletiva na preservação da fauna e na prevenção de doenças.
Com forte viés educativo, o material da campanha traz orientações sobre os impactos legais e sanitários da atividade, reforçando que caçar animais silvestres não é tradição nem diversão: é crime, sujeito a penalidades severas. Além disso, incentiva a denúncia anônima por meio dos canais oficiais de segurança pública.

O trabalho é articulado pela Sociedade Brasileira Socioambiental Mais Vida e realizado de forma integrada com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Federal do Brasil (PF), Polícia Militar do Estado do Piauí (PM-PI) e Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), reforçando o compromisso conjunto com a proteção ambiental, a saúde pública e o cumprimento da legislação.
Para a gerente de Fauna e Proteção Animal da Semarh, Danielle Melo, a campanha cumpre um papel fundamental de transformação social. “Nosso objetivo é conscientizar a população de que a caça ilegal não afeta apenas os animais, mas coloca em risco a saúde das famílias e de toda a comunidade. Proteger a fauna silvestre é também uma forma de proteger a vida humana e garantir um futuro mais equilibrado para as próximas gerações”, destacou.
Ao promover informação e conscientização, a ação contribui para a construção de uma cultura de respeito à vida silvestre, destacando que proteger os animais é, também, proteger a vida humana.