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Secretaria da Mulher e de Segurança promovem, junto a estabelecimentos, capacitação sobre proteção a mulheres

A atividade compõe o protocolo Ei Mermã, não se cale! e os estabelecimentos que aderirem receberão o selo “Aqui tem mulher segura”.
A Secretaria de Estado das Mulheres (Sempi) e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) realizaram, nesta terça-feira (19), o curso de qualificação de acolhimento e encaminhamento de mulheres em situação de violência. A atividade compõe o protocolo Ei Mermã, não se cale!, voltado para profissionais que atuam no ramo cultural na cidade de Teresina, que trabalham em bares, restaurantes, eventos e outros estabelecimentos noturnos. A meta é capacitar o maior número possível de pessoas que trabalham em estabelecimentos que aderiram ou vão aderir ao protocolo de proteção à mulher.

O objetivo da formação é capacitar esses trabalhadores para os procedimentos em casos de violência contra mulheres ocorridos dentro dos estabelecimentos de lazer noturno. De acordo com a gerente do Centro de Referência “Francisca Trindade”, Joelfa Farias, o curso incluirá, como conteúdo, os conceitos de gênero e misoginia; a apresentação da rede de atendimento; a tipificação da violência; como identificar e proceder diante de uma situação de violência etc.

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“Participarão desse curso garçonetes, gerentes, proprietários de bares e restaurantes, que é importante também, ou alguém que eles indiquem para estar fazendo a multiplicação dessa formação dentro do seu estabelecimento. É importante destacar que alguns restaurantes, antes mesmo da formação, já trabalhavam através de um drinks que funcionam como códigos ou avisos nos banheiros femininos destinados às mulheres que não se sentissem seguras. Iremos fortalecer esses que já existem, de modo a potencializar essa mensagem para a mulher se sentir segura em um ambiente onde ela vai se divertir”, disse Joelfa.
A gerente de Proteção aos Grupos Vulneráveis da SSP, Paula de Moura Lopes, disse que a expectativa é formar o máximo de proprietários, funcionários e funcionárias de estabelecimentos. Paula explicou que um dos aspectos mais relevantes da formação é dar subsídios para que esses profissionais possam identificar corretamente situações de violência e, mais importante, saibam como intervir nesses casos.
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“Sabemos que a prioridade é a segurança dessas mulheres. Então, a intervenção naquele tipo de violência também tem que ser pensada, planejada, não só por nós, as secretarias, mas dentro do planejamento de segurança do próprio estabelecimento”, destacou a gerente. 
Os estabelecimentos que aderirem ao protocolo e fizerem a formação receberão o selo “Aqui tem mulher segura”. De acordo com Paula, isso é um incentivo para que haja o comprometimento desses locais com a segurança das mulheres.
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Ascom SEMPI

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