A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) realizou, nesta semana, a primeira soltura de animais silvestres de 2026, após reabilitação no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). A ação ocorreu em uma área de proteção ambiental no Norte do Estado e devolveu à natureza 22 animais, sendo a maioria aves.
Entre os animais soltos estão uma suindara, um gavião-carijó, um xexéu, um bigode-pardo, um azulão-verdadeiro, um azulão-de-curral (chupim), um trinca-ferro, dois papas-capim, dois galos-de-campina, três sabiás-laranjeira, cinco jabutis-piranga e dois veados-catingueiros.

Para que ocorra a soltura, os animais passam por uma avaliação técnica criteriosa. A equipe do Cetas avalia a condição física, o comportamento e os hábitos alimentares de cada animal, assegurando que o retorno à natureza não represente risco à sobrevivência.
“Cada soltura é a conclusão de um trabalho cuidadoso, que envolve resgate, tratamento e responsabilidade ambiental. Devolver esses animais à natureza é reafirmar nosso compromisso com a preservação da vida silvestre”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Feliphe Araújo.

Em 2025, o Cetas recebeu 386 animais vítimas de incêndios, tráfico ou maus-tratos. Desse total, 144 foram reintroduzidos na natureza, em oito ações de soltura. O tempo de reabilitação varia conforme a espécie, a idade e o histórico de cada animal, podendo ser curto, prolongado ou, em alguns casos, inviável.
Entre os casos mais marcantes de resgate, em 2025, está o de uma onça-parda juvenil, encontrada em uma área queimada, no município de Nazaré do Piauí. O animal foi resgatado completamente debilitado e vulnerável. Atualmente, ela continua em processo de reabilitação e até recebeu um nome: Nazaré, escolhido após votação popular nas redes sociais.
“Todos os animais são marcados e o cuidado é individualizado. A soltura só acontece quando temos certeza de que o animal tem condições de sobreviver em liberdade”, explica a gerente de Fauna e Proteção Animal da Semarh, Danielle Melo.