Os fiscais da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) promoveram, nesta sexta-feira (14), uma campanha educativa com a associação de pescadores e comerciantes da região do Poti Velho, zona Norte de Teresina, com o objetivo de esclarecer dúvidas e reforçar a importância do cumprimento das regras relacionadas ao defeso da piracema, válidas a partir deste sábado (15), quando começa o período de reprodução dos peixes e, com ele, a restrição da pesca em todo o Piauí.
Segundo a Semarh, a missão dos fiscais é levar informação a quem vive da pesca e ao comércio que depende do pescado, reforçando a necessidade de proteger o ciclo natural dos rios e garantir que o peixe continue chegando à mesa das famílias no futuro. Durante a atividade na colônia de pescadores, os fiscais abriram mapas, distribuíram folhetos e explicaram ponto a ponto o que muda durante a piracema.

Na oportunidade, a equipe da Semarh tirou dúvidas sobre o que é permitido, o que é proibido, como funciona a fiscalização e o que é válido para cada tipo de atividade. O gerente de Fiscalização da Semarh, Renato Nogueira, enfatizou que o período é decisivo para a sobrevivência das espécies.
“A piracema é o período de reprodução dos peixes, quando eles sobem as correntezas para desovar. A defesa é justamente a proteção desse ciclo. De 15 de novembro até 16 de março de 2026, algumas atividades ficam totalmente restritas. Fica proibido qualquer tipo de pesca a menos de 1,5 metros de corredeiras, cachoeiras e paredes de barragens. A única exceção é a pesca de subsistência, até cinco quilos por pescador cadastrado, mais um exemplar”, explicou Renato Nogueira.

A mensagem também foi direcionada a bares, restaurantes, peixarias e distribuidores, uma vez que, durante a piracema, todos são obrigados a declarar o estoque de pescado até o terceiro dia útil após o início das restrições.
“Vamos fiscalizar os principais rios, barragens, lagos e lagoas do Piauí: o Parnaíba, o Poti, o Longá, o Marataoan, a lagoa do Cajueiro em Joaquim Pires, a barragem de Boa Esperança, a lagoa do Bebedouro em Parnaíba, entre outras. Também vamos acompanhar o transporte e o comércio de pescado”, afirmou o gerente de Fiscalização, reforçando ainda que a Semarh fará uma operação integrada e permanente, cobrindo os principais recursos hídricos do estado.

Durante o período de defeso da piracema, a pesca comercial estará temporariamente proibida, com o objetivo de preservar a vida aquática, proteger a reprodução natural dos peixes e garantir a sustentabilidade da pesca nas bacias hidrográficas do estado, especialmente no Rio Parnaíba.