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Sesapi alinha fluxos de notificação para micoses endêmicas e oportunistas no Piauí

A reunião contou com a participação de representantes das Regionais de Saúde e da rede hospitalar, envolvendo médicos, enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos e outros profissionais estratégicos.

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) realizou, nesta quarta-feira (4), uma reunião técnica para discutir e alinhar os Fluxos de Notificação para Micoses Endêmicas, Sistêmicas e Oportunistas no estado. A iniciativa teve como foco fortalecer a vigilância epidemiológica, qualificar o atendimento e ampliar a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) frente a essas infecções, que ainda apresentam subnotificação e elevada morbimortalidade em áreas endêmicas.

A ação foi conduzida de forma integrada pela Gerência de Atenção à Saúde (GAS), Gerência de Vigilância Epidemiológica (GVS) e Gerência de Atenção Primária à Saúde (GAP). Durante o encontro, foram apresentados os conceitos que envolvem as micoses endêmicas, incluindo as sistêmicas e as de implantação subcutânea, que podem levar anos ou até décadas para manifestar sintomas clínicos após a infecção inicial.

(Foto: Ascom Sesapi)

Também foram debatidas as micoses oportunistas, geralmente associadas à imunossupressão do hospedeiro ou a alterações metabólicas, reforçando a importância da detecção precoce e do correto fluxo de notificação. Atualmente, a Esporotricose é a única micose de notificação compulsória, incluída no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) a partir de 2025.

A reunião contou com a participação de representantes das Regionais de Saúde e da rede hospitalar, envolvendo médicos, enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos e outros profissionais estratégicos. O objetivo foi descentralizar os fluxos, garantindo maior agilidade no diagnóstico, notificação e acompanhamento dos casos em todo o território piauiense.

Segundo a técnica da Coordenação de IST da Sesapi, Ivone Venâncio, o alinhamento entre vigilância e assistência é fundamental. “Ao descentralizar os fluxos de notificação das micoses, conseguimos fortalecer a vigilância, orientar melhor os profissionais de saúde e, principalmente, oferecer um cuidado mais oportuno e eficaz à população”, destacou.

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