A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) promoverá, no próximo sábado (25), um mutirão de atendimentos voltado para crianças com microcefalia. A ação será realizada no Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP) e deve contemplar cerca de 50 pacientes.
O objetivo principal é realizar uma avaliação completa de crianças com microcefalia associada ao vírus Zika, atualizando a situação de saúde delas, anos após o primeiro acompanhamento. A iniciativa busca reunir, em um único momento, diversos serviços essenciais para garantir um diagnóstico atual e mais preciso.
Durante o mutirão, serão realizadas avaliações multiprofissionais, incluindo atendimentos médicos, psicológicos e sociais, com foco no estado atual de saúde e no desenvolvimento do público atendido. Também será feita a identificação de necessidades de tratamento, reabilitação, uso de tecnologias assistivas e acompanhamento especializado.

Outro ponto importante será a análise da situação social das famílias, levando em consideração o acesso a benefícios e políticas públicas, além do levantamento de dificuldades enfrentadas no acesso a serviços de saúde, educação e assistência social. A partir disso, os pacientes serão encaminhados para atendimentos adequados na rede pública.
A ação também prevê a criação de um banco de dados atualizado, que vai contribuir para o planejamento e aprimoramento de políticas públicas voltadas a esse público.
“O mutirão funciona, na prática, como um diagnóstico amplo da realidade dessas crianças, permitindo organizar melhor o cuidado contínuo e ampliar o acesso aos serviços necessários”, disse o diretor de Unidade Hospitalar da Sesapi, Anderson Dantas.
Sobre a Síndrome Congênita associada ao vírus Zika
Entre 2015 e 2017, o Brasil enfrentou uma epidemia de casos de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus Zika durante a gestação. As consequências dessa infecção deram origem à chamada Síndrome Congênita associada ao vírus Zika, que reúne um conjunto de anomalias congênitas e alterações no desenvolvimento neuropsicomotor.