O Piauí avança nas etapas de desenvolvimento de uma planta-piloto de hidrogênio líquido na Zona de Processamento de Exportação (ZPE), em Parnaíba. A iniciativa busca viabilizar a implantação de uma estrutura com tecnologia japonesa voltada à produção de hidrogênio líquido, ampliando as possibilidades de aplicação industrial das energias renováveis no estado.
A implantação da planta-piloto envolve o aprofundamento das discussões técnicas sobre a estrutura da unidade e o alinhamento das demandas necessárias ao avanço do projeto. Nesse contexto, foi promovido um workshop técnico com a participação de representantes da empresa NEBRA e das parceiras Niterra e Rockfin, além da Secretaria do Planejamento (Seplan) e da Investe Piauí. Durante as atividades, realizadas de 5 a 7 de outubro, foram avaliados aspectos do projeto de engenharia, como o layout dos equipamentos, as tubulações, o fornecimento de energia, o uso da água e os protocolos de segurança operacional.

As equipes também discutiram a aplicação de normas internacionais, considerando as especificidades da tecnologia e os requisitos necessários para a implantação segura do empreendimento. “Estivemos presentes, representando o Estado, com o papel de apoiar a implantação desse projeto e articular, junto aos órgãos e instituições envolvidos, as condições necessárias para que ele ocorra da melhor forma possível”, destacou o superintendente da Superintendência de Mineração e Energias Renováveis (SUMER), Bruno Casanova Cerullo.
A atuação do Governo do Estado envolve a articulação com instituições responsáveis por áreas estratégicas, como licenciamento ambiental, fornecimento de energia, abastecimento de água e destinação de resíduos. Essa interlocução busca encaminhar as demandas técnicas e administrativas necessárias à instalação e ao futuro funcionamento da planta-piloto.
Segundo Gabriela Oliveira Rodrigues, representante da SUMER, o acompanhamento institucional é fundamental para o avanço da iniciativa. “O Governo do Estado atua no acompanhamento e na articulação institucional para viabilizar a implantação do empreendimento”, ressaltou.

Próximas etapas do projeto
O desenvolvimento da planta-piloto ocorre de forma gradual, seguindo um cronograma de ações que contempla visitas técnicas das empresas parceiras, aprofundamento dos estudos de engenharia, definição da infraestrutura necessária e encaminhamento das autorizações legais e ambientais.
Cada etapa contribui para alinhar os requisitos técnicos e operacionais às condições necessárias para a implantação do empreendimento. Entre as principais providências estão o avanço do licenciamento ambiental e a obtenção do alvará municipal de construção, autorizações fundamentais para o início das obras.
A previsão inicial é que a construção comece em dezembro de 2026, condicionada à conclusão dos procedimentos de licenciamento e à obtenção das autorizações necessárias.
A Seplan e a Investe Piauí continuam acompanhando o desenvolvimento do projeto e articulando a atuação dos parceiros e dos órgãos públicos envolvidos. O trabalho busca criar as condições institucionais e de infraestrutura para a implantação da planta-piloto em Parnaíba, contribuindo para a diversificação da matriz energética e para o desenvolvimento de novas atividades industriais ligadas às energias renováveis no Piauí.