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Escritório da Investe Piauí na China garante investimentos bilionários para inovação tecnológica no estado

Quase R$ 4 bilhões em investimentos chineses já foram atraídos para o Piauí apenas no ano de 2025.

Quase R$ 4 bilhões em investimentos chineses já foram atraídos para o Piauí apenas no ano de 2025. O avanço faz parte da estratégia de internacionalização econômica conduzida pelo governo do Estado, com o intermédio da Investe Piauí, que mantém escritório na China para conectar empresários piauienses ao mercado asiático e ampliar a captação de negócios globais, tecnologia e inovação para o estado.

Entre os projetos em andamento está o desenvolvimento do projeto da primeira planta-piloto de energia solar concentrada (CSP) com armazenamento térmico do Nordeste, fruto de acordos firmados durante a missão oficial do governador Rafael Fonteles à China ano passado, articulada com apoio da Investe Piauí e do escritório da agência em Xiamen. O memorando firmado com a CGN Brazil Energy prevê mais de R$ 3 bilhões em investimentos da empresa voltados à expansão de projetos de energia solar, eólica e armazenamento energético no estado. Além da criação de estudos técnicos, banco climático comparativo entre Brasil e China e estruturação de uma cadeia produtiva local ligada à tecnologia.

“Foi agora lançado um programa junto com a CGN, uma gigante chinesa, para o desenvolvimento do primeiro sistema de energia solar concentrada, a energia termossolar. Está sendo feita a pesquisa nacional, junto com os chineses, feito no nosso Piauí para ser instalado no Piauí, gerando emprego e renda para o Piauí”, destacou o diretor comercial para Mercados Asiáticos da Investe Piauí, Saullo Castelo.

Foto: Ascom Investe Piauí

Mais um caso concreto de desdobramentos das missões internacionais operacionalizadas pela Investe Piauí é o da empresa piauiense Sigserv, de Parnaíba, que atua nas áreas de biotecnologia, consultoria agrícola e desenvolvimento de projetos técnicos. Após participar da missão oficial à China no ano passado, a empresa abriu mercado no continente asiático e concretizou exportações. A empresa agora prepara a abertura da SIGSERV Global Trading, em Hong Kong, com apoio direto do escritório da Investe Piauí na China.

O CEO da Sigserv, Carlos Alberto Lima, destacou que “a empresa agora está abrindo em Hong Kong contando com o apoio direto do escritório do Piauí na China, que tem acompanhando tudo durante todo esse processo. Embarcamos dia 6 de abril para fazer visitas aos nossos novos clientes na Ásia, e muito desse resultado foi proporcionado pela Investe Piauí”.

O diretor da Investe Piauí complementa sobre o grande propósito dessas missões que são realizadas: “viabilizar que as empresas piauienses abram suas portas para o mercado asiático e para o mundo. Isso representa realmente o crescimento das empresas piauienses, que se traduz em mais oportunidades para o nosso povo”.

“Ano passado, foram quase R$ 4 bilhões atraídos, empresas chinesas atraídas para negociar com o Piauí. Nosso papel aqui é apoiar os empresários piauienses que vêm à China em busca de modernizar seu parque industrial, em busca de produtos e soluções tecnológicas. A outra vertente é a atração de investimentos”, complementa.

Avanços em 2026

A estratégia de internacionalização também já começa a gerar novos negócios para empresas piauienses em 2026. Além da realização das missões, Saullo Castelo conta que só no mês de abril de 2026, o escritório na Ásia recebeu e acompanhou mais de 30 empresários do Piauí na China.

Foto: Ascom Investe Piauí

Outro exemplo é a empresa Cajuína Cristal, de Parnaíba, que participou da missão empresarial à China em busca de soluções tecnológicas para ampliar a capacidade produtiva e abrir novos mercados internacionais.

“Fomos buscando e encontramos soluções tecnológicas para melhorar o nosso processo de fabricação. Vamos ter novidades em breve no nosso processo depois dessa visita. E posso dizer que o empresário piauiense que quiser melhorar o seu negócio, quiser aumentar, quiser mudar a sua visão do mundo e do mercado, tem que vir aqui na China”, afirmou o empresário José Nilton, da Cajuína Cristal.

O empresário também destacou a importância simbólica da inserção do produto piauiense no mercado internacional. “A gente se sente muito orgulhoso, muito satisfeito, a gente é grato a essa oportunidade, por esse sentimento de ter a nossa cajuína lá de Parnaíba sendo exposta no maior mercado do mundo. É o sentimento de que todo o esforço que a gente vem fazendo há 25 anos está valendo a pena”, completou.

Foto: Ascom Investe Piauí

O diretor da Investe destacou ainda que a política de internacionalização também envolve qualificação profissional e formação de mão de obra. De acordo com ele, mais de 300 alunos da rede pública estadual participam neste ano de programas internacionais de intercâmbio articulados pela Secretaria de Educação (Seduc), em parceria com os escritórios internacionais da Investe Piauí.

“Não adianta só atrair empresas. A gente precisa criar um ambiente adequado e ter mão de obra qualificada. A Investe Piauí faz essa interface entre o poder público e os empresários”, disse.

O diretor também ressaltou que o trabalho da agência busca fortalecer tanto os investimentos externos quanto os empreendedores locais. “O empresário local também é investidor da economia. Ele é o primeiro elo dessa cadeia”, pontuou.

Saullo ainda reforçou o convite para empresários interessados em expandir seus negócios internacionalmente. “Se você tem uma empresa que quer internacionalizar, procura o nosso escritório da Investe Piauí, nosso hub que fica na Miguel Rosa, que nosso time está, além de preparado, de portas e corações abertos para atender todos vocês”, afirmou.

A atuação internacional da Investe Piauí também foi destacada pelo empresário Lucas Marques, fundador da Chagas AI. Segundo ele, a estrutura montada pela agência na China tem permitido aos empresários piauienses acesso direto a grandes empresas, instituições e oportunidades de negócios.

“O que mais me surpreendeu foi a autoridade que o Piauí tem aqui na China, conseguindo conectar a gente com grandes empresários e instituições”, afirmou.

Lucas ressaltou ainda que a missão empresarial vai além de visitas institucionais e busca estabelecer relações comerciais e tecnológicas. “Viemos para criar negócios junto com os chineses, adquirir expertise e também levar a inteligência do Piauí”, disse.

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