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Piauí fortalece protagonismo cultural na TEIA Nacional no Espírito Santo

Além das apresentações culturais, o estado também teve participação na construção de propostas e na representação em fóruns nacionais da cultura.

O Piauí viveu um momento histórico na TEIA Nacional dos Pontos de Cultura, maior encontro da cultura viva comunitária do país. Com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura do Piauí (Secult), mais de 50 representantes piauienses participaram da programação realizada em Aracruz, no Espírito Santo, levando a força da cultura popular, das tradições e dos territórios culturais do estado para o cenário nacional.

Estiveram presentes representantes de pontos de cultura, integrantes do Conselho Estadual de Cultura, mestres da cultura popular, artistas, produtores culturais, representantes indígenas, quilombolas e diversos grupos culturais piauienses.

Ao longo dos seis dias de programação, o Piauí participou ativamente de fóruns, debates, rodas de conversa, atividades formativas e apresentações culturais, fortalecendo o intercâmbio entre os territórios culturais brasileiros e ampliando a presença piauiense nos espaços de construção das políticas públicas nacionais para a cultura.

Um dos grandes destaques da programação foi a apresentação da quadrilha junina Luar do São João, referência nacional e reconhecida como uma das maiores expressões do São João brasileiro. A apresentação emocionou o público e evidenciou a potência das manifestações populares do Piauí.

Foto: Anna Melo

“Levar uma quadrilha junina para se apresentar no palco principal não foi apenas algo novo, foi uma conquista extraordinária. Muitos estados saíram de lá sonhando também em levar seus grupos juninos. Além disso, conquistamos a criação de um GT para as quadrilhas juninas, o que representa um avanço muito importante para o segmento. Nós fomos para a TEIA com muitos sonhos e voltamos realizados”, destacou João Rodrigues, presidente da Federação das Quadrilhas Juninas do Piauí.

Além das apresentações artísticas, que incluíram o artista amarantino Tipuá, a delegação piauiense teve protagonismo também nos espaços de representação política e cultural. O quilombola Marcos Vinícius Ferreira, do Quilombo Salinas, conhecido como Nego Vina, foi eleito para representar o Nordeste no Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, fortalecendo a participação das comunidades tradicionais piauienses e nordestinas nos debates nacionais sobre cultura viva.

Marcos Vinícius Ferreira (Nego Vina) destacou que a TEIA Nacional é um espaço essencial de construção conjunta entre poder público e sociedade civil para fortalecer políticas culturais. Ele ressaltou a importância da participação do Piauí, desde a Teia Estadual até a atuação em Aracruz. “A presença da Secretaria de Estado da Cultura foi determinante, e a conquista de uma cadeira do Piauí no Fórum Nacional de Culturas Populares representa um marco para a cultura do estado”, ressaltou.

Foto: Anna Melo

A delegação também contou com representantes indígenas, reforçando a diversidade cultural e a pluralidade dos territórios piauienses presentes no encontro. “O Piauí mostrou sua riqueza cultural através dos seus territórios, das suas tradições e dos seus artistas. Foi um momento de muita troca e fortalecimento coletivo”, afirmou Dinayana, representante indígena Tabajara Itamaraty e delegada na TEIA.

Outro momento marcante aconteceu no dia 21 de maio, durante a cerimônia oficial que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Cultura Margareth Menezes. Na ocasião, foram assinados documentos fundamentais para o fortalecimento das políticas culturais no Brasil, entre eles a portaria que regulamenta o Programa Festejos Populares do Brasil, o decreto que reestrutura o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares.

Pela primeira vez, o Brasil passa a contar com uma política nacional dedicada exclusivamente à valorização, proteção e fortalecimento das culturas tradicionais e populares, um avanço histórico para mestres, comunidades tradicionais, grupos culturais e fazedores de cultura de todo o país.

Foto: Anna Melo

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